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Pequeno historial
A introdução do grau de mestre no sistema de ensino superior em Portugal
teve lugar com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 263/80, de 7 de Agosto,
que outorga às Universidades a concessão desse grau. Como é referido no
texto introdutório do referido decreto-lei, a criação desse grau é justificada
pela "particularmente sentida necessidade de desenvolvimento da capacidade
para a realização de investigação científica e para o aprofundamento,
em domínios mais restritos e especializados, dos conhecimentos adquiridos
em estudos de licenciatura".
Na FEUP a leccionação de cursos de mestrado iniciou-se no ano lectivo
1981/82. No ano lectivo 1983/84 iniciou-se a leccionação do Curso Mestrado
em Sistemas e Computadores Digitais, criado pela Portaria nº 95/83, de
29 de Janeiro, o primeiro curso de mestrado da área científica de Engenharia
Electrotécnica e de Computadores a ser ministrado na FEUP.
Na altura em que foi criado, estava previsto que este curso viesse a ser
oferecido de dois em dois anos. Nessa primeira e única edição do curso
foram admitidos 22 alunos, dos quais apenas 20 concretizaram a respectiva
inscrição. Destes, 17 concluíram, com êxito, a parte escolar do curso,
tendo 13 realizado e defendido, com êxito, as respectivas dissertações.
No início do ano lectivo 1985/86, por decisão da "Comissão do Grupo de
Electrotecnia" do Conselho Científico da FEUP, procedeu-se à reestruturação
deste curso de mestrado, procurando envolver todas as Secções do "Departamento
de Engenharia Electrotécnica" da FEUP, numa perspectiva de enquadramento
de todas as potencialidades de pós-graduação do Departamento. Desse processo
de reestruturação surgiu a proposta de criação do curso de mestrado em
Engenharia Electrotécnica e de Computadores da FEUP.
Na estrutura então delineada para este curso de mestrado optou-se por
uma organização em áreas de especialização, cobrindo algumas das áreas
leccionadas no "Departamento de Engenharia Electrotécnica" da FEUP, por
se pensar ser essa estrutura mais adequada ao estado de desenvolvimento
tecnológico e industrial em Portugal na altura, tornando a estrutura do
curso mais flexível e oferecendo aos alunos a possibilidade de obtenção
de uma formação com um maior grau de interdisciplinaridade.
No curso de mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores da
FEUP, criado formalmente pela portaria nº 208/86, de 12 de Maio, estava
inicialmente previsto o funcionamento de oito áreas de especialização:
Automação Industrial; Informática Industrial; Sistemas; Sistemas de Alta
Tensão; Sistemas de Controlo de Potência; Sistemas de Energia; Máquinas
Eléctricas; Telecomunicações.
O curso iniciou o seu funcionamento no ano lectivo 1987/88, ano em que
apenas foram oferecidas as seguintes quatro áreas de especialização: Automação
Industrial; Informática Industrial; Sistemas; Sistemas de Energia. No
ano lectivo 1988/89 iniciou-se a oferta da área de especialização de Telecomunicações.
A partir daí, o curso tem sido repetido com regularidade, nomeadamente
a partir do ano lectivo 1992/93, em que passou a ser oferecido com uma
periodicidade anual. Das oito áreas de especialização inicialmente previstas
apenas foram oferecidas as seguintes cinco: Automação Industrial; Informática
Industrial; Sistemas; Sistemas de Energia; Telecomunicações.
No ano lectivo de 2001/2002 foram reformuladas as áreas de especialização,
que passaram a ser: Informática e Automação, Sistemas,
Controlo e Robótica, Sistemas Digitais e Informática Industrial,
Sistemas de Energia e Tecnologias da Informação
para Gestão Empresarial.
No ano lectivo de 2002/2003 serão oferecidas duas novas áreas,
ministradas em inglês, Power Systems e Optical Communications
and Technologies, assinalando uma nova fase da vida do curso, virada
para a inovação e a internacionalização.
Desde o seu início, e contando já com a edição 2001/2003, realizaram-se
15 edições do curso, incluindo uma edição realizada específicamente na
Universidade da Madeira, para a Região Autónoma da Madeira. Inscreveram-se
até à data neste curso mais de 700 alunos, dos quais mais de 400 concluíram,
com êxito, a parte escolar do curso, e cerca de 300 obtiveram o grau de
mestre.
Nas últimas nove edições, foi a seguinte a evolução
do número de primeiras inscrições no curso

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