Azulejos de fachada em relevo do Porto - Introdução


Rua Ferreira Borges (fachada datada)

Rua Sousa Viterbo

 

Há quinhentos anos que se ornamentam com azulejos as paredes interiores de igrejas e palácios em Portugal. Desde meados do século XVI que os nossos ceramistas se dedicam ao fabrico do azulejo acompanhando de uma forma original e criativa as diferentes correntes artísticas. Curiosamente na cidade do Porto só em meados do séc. XIX este tipo de ornamentação, que se tornou tão característica da cultura portuguesa, teve verdadeira expressão. Com efeito, são raros os revestimentos interiores de igrejas e palácios do Porto anteriores ao séc. XIX (claustro da Sé Catedral, igreja do convento de S. Bento da Vitória, casa do cabido e igreja de S. João Novo).
No século passado a indústria cerâmica do Porto e Gaia passou por um período de grande prosperidade e criatividade. Para este facto contribuiu o início da produção de azulejos e de telhas (nos séculos anteriores os azulejos eram produzidos exclusivamente pelas cerâmicas do sul do país) que em grande parte se destinavam à exportação para o Brasil.

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