Porta de adega em casa de granito (Freixo de Numão)  

O rés-do-chão

A entrada situa-se em muitos casos ao nível do solo ou com um curto lanço de escadas nas traseiras ou na parte lateral da casa. No rés-do-chão, virados à rua, ou com acesso por ela, ficam a adega e as lojas da lenha, do azeite, das alfaias, das batatas. Nas casas mais antigas, anteriores ao surto da viticultura dos séculos XVII-XVIII, notam-se, por vezes, as cantarias dos portais recortados em forma circular. Foram as exigências da comercialização do vinho em pipas que obrigou ao alargamento das entradas das adegas.

Hoje em dia, a maior parte dos pequenos proprietários vende as uvas aos grandes vinhateiros, às casas comerciais ou até às adegas cooperativas. Reservam uma "frasqueira" para si e por vezes produzem mesmo, nos seus pequenos lagares, alguma quantidade de vinho para consumo próprio.

A pecuária não assume hoje no Douro a importância que tem nas aldeias vizinhas de Trás-os-Montes e da Beira. É mais raro encontrar-se a promiscuidade com o gado na casa popular com que deparamos nas aldeias transmontanas ou beirãs. O porco, as galinhas ou outros animais são normalmente instalados em anexos próprios, embora haja situações em que os "cortelhos" se situam debaixo da varanda, ao lado das lojas.

   

Trabalho realizado no Colégio Nossa Senhora da Bonança pelas alunas, com orientação do Prof. José Guerner.

   

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