![]() |
Quinta do Vesúvio«Imaginem, se puderem, uma vinha contendo entre os seus muros sete montes e trinta vales!». Com esta espantosa admiração, o visconde de Vila Maior dá-nos uma ideia da Quinta do Vesúvio de há cem anos atrás. Ainda hoje é assim: grande, bela e irresistível na solidão do Douro Superior. A maneira mais fácil de se lá chegar é pelo comboio. Tal como Vargellas, o Vesúvio tem estação ferroviária privativa. Por estrada o percurso é mais difícil, mas apesar disso, ou por causa disso, proporciona uma viagem digna de registo. É assim: começa-se na estrada que liga São João da Pesqueira a Vila Nova de Foz côa; quando se passa a pequena localidade de Horta de Numão, aparece um cruzamento. Aí segue-se a indicação de Numão e da Estação do Vesúvio, que ficam à esquerda. Depois, a estrada é sempre sinuosa até chegar ao rio. Chegando às suas imediações, o que primeiro sobressalta o olhar é a casa da Quinta e aa palmeira que lhe está em frente. Dona Antónia Adelaide Ferreira gostava de aqui receber as visitas. A primeira referência à área da Quinta do Vesúvio remonta ao princípio do século XVI. Na altura a sua terra era ocupada por cereais e mato. Em 1823 o Conde da Lapa cedeu-a perpetuamente a António Bernardo Ferreira. A Quinta manteve-se na família até1989, sendo então vendida ao grupo «Symington», proprietário da «Graham», da «Dow» e, entre outras empresas exportadoras de vinho do Porto, da «Warre». | |
Trabalho realizado no Colégio Nossa Senhora da Bonança pelas alunas, com orientação do Prof. José Guerner. |
||
|