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Introdução
O Douro é um vale, é um rio, é vinho. É o berço do vinho do Porto!. Sobre a obra do rio, o feito do homem que transformou as montanhas de xisto em terra e muros, num esforço colectivo de muitas culturas, uma epopeia. Território de vales profundos abafado por altas serranias graníticas: fornos esbraseantes no Verão, boqueirões enregelados no Inverno. Protegida dos ventos húmidos do Atlântico pelas montanhas do Marão e Montemuro, a região produtora, pela primeira vez delimitada e regulamentada em 1757 - a primeira regulamentação vitícola do mundo - situa-se no nordeste de Portugal, entre Barqueiros e Mazouco, na fronteira Espanhola. O rio que lhe deu o nome é a sua espinha dorsal, imemorial via de penetração: bravio e grandioso nele navegaram, no transporte do Vinho do Porto para os armazéns de Gaia, alguns pitorescos e airosos «rabelos», barcos de alta espadela e vela quadrada cuja origem se esfuma num remotíssimo passado. A conjugação destes factores, aliada à nobreza das castas utilizadas, é determinante na qualidade e genuinidade dos vinhos, que não são mais que a expressão do harmonioso casamento entre a terra, o clima e o amor e arte do homem. Mas o Douro não é só vinha, vinho, amêndoa, azeite,... São gentes, são viticultores que fizeram história e as histórias. São as Quintas, locais de recepção acolhedores e bucólicos, ainda preservados de tudo. Mas melhor do que ler, é descobrir tudo isto com os próprios olhos.
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