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ArmazenamentoVila Nova de Gaia é uma vasta cidade subterrânea onde os exportadores de vinho exercem a sua arte de envelhecimento e mistura de modo a atingirem os matizes de sabor e aroma que tornam os seus produtos tão apreciados. O mais aristocrático de todos é sem dúvida o Porto de safra especial (Vintage Port), o qual é feito duma pequena quantidade dos melhores vinhos provenientes de um ano excepcional; após cerca de dois anos em casco é embarcado no Porto e lançado nos mercados, para amadurecimento em garrafas, nos países onde virá a ser consumido. Os Portos aloirados, doces e brancos continuam nos seus cascos de envelhecimento até estarem prontos para o engarrafamento e consumo imediato. A preparação dos tonéis, a verificação exacta das temperaturas, a mistura de vinhos, tudo se apoia em séculos de experiência. O vinho do Porto amadurece sob a lenha. Os Tawny, quase Vintage, não passam mais de dois anos em casco e prosseguem o seu envelhecimento em garrafas. Alojado nos tonéis grandes de articulações enormes - igual a 200 pipas, ou seja 100 000 litros - o vinho não reside em geral o tempo necessário a uma boa fusão de diferentes crus. Em seguida transvasam nas pipas, as barricas de forma alongada, típicas do Porto. Em Gaia, as pipas de envelhecimento contêm de 600 a 650 litros, mas por exportação de unidade de medida, há a barrica de 534 litros, no Douro ela é de 550 litros. A capacidade da pipa de Gaia é divisível em galões, que permite cálculos comerciais mais fáceis com os comerciantes ingleses. A lenha das pipas e dos tonéis grandes é o carvalho. Outrora somente carvalho português, mandado plantar pelo marquês de Pombal no Douro por decreto real. O marquês estava portanto consciente da necessária qualidade da madeira dos tonéis para o envelhecimento do vinho. Hoje as florestas da Hungria e da Checoslováquia fornecem alguma da madeira utilizada na reparação dos tonéis.
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