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41ª Etapa da Estafeta Velocipedi@ (117 imagens)
Data: Fevereiro de 2008
Autor: A. Augusto de Sousa, Miguel K2 Sampaio, Pedro Indy Ribeiro

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(Fotografias também disponíveis em formato geo-referenciado em Google Earth)

Nunca tal visto, senhores, um passeio de BTT com tanto e tão bom... de tudo! Vamos à história.

O "Professor", o tal de Orlando que é Lemos, era, desta feita, também o "leme" do evento: haveria de entregar o testemunho ao João Vasconcelos, saindo de Guimarâes e chegando a Celorico de Basto. Far-se-ia acompanhar de uns quantos guerreiros das duas rodas, na sua maioria seguidores da ordem do "vento norte" e para isso se prostraria em frente à régia figura de D. Afonso Henriques, padrinho e testemunha do anterior acrescento de um elo à conhecida corrente VELOCIPEDI@.

Não se sabe se o monarca terá nomeado cavaleiros (ou mais adequadamente, "bicicleiros") os elementos do grupo, mas com certeza que, do alto do seu cognome, os incumbiu da "dificil" tarefa de alcançar nova fortaleza e de ali "conquistar" o elo pretendido! Não terá gostado é de, e para que conste, ver o símbolo do evento embrulhado em "pano rubro e verde", em vez da "bela e mui digna bandeira nacional, de cruz azul com besantes, sobre fundo branco..."

thumbnails/16_02_2008_08_00_01.jpgthumbnails/16_02_2008_08_01_12.jpgthumbnails/16_02_2008_08_03_30.jpg

Do castelo de Guimarães rumaria assim o grupo, por caminhos rápidos, em direcção ao destino, mas, como se verá, com paragens obrigatórias. Aliás, o "exército" não estava ainda formado, havendo que lhe juntar, na primeira paragem, as forças provenientes do Porto e da própria Celorico de Basto que para o efeito enviara séquito de respeito.

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O ponto de encontro das hostes era o "Alto da Lameirinha", sobejamente conhecido de outras histórias. O local estava diferente: a vegetação natural, baixa, rara e amarelecida, contrastava com o colorido de ocasião emprestado pelos muitos capacetes, camisolas, bicicletas, carrinhas, jipes e até, pasmai oh gentes, autocarros! Um autêntico hino composto pela organização do evento que assim começava a dar ares do que (nos) tinha preparado, com o apoio da Câmara Municipal de Celorico de Basto. O vento era frio e, fazendo jus às muitas "ventoinhas" dos aproveitamentos eólicos, soprava com alguma intensidade.


thumbnails/16_02_2008_09_50_03.jpgthumbnails/16_02_2008_09_51_22.jpgthumbnails/16_02_2008_09_52_19.jpgthumbnails/16_02_2008_09_52_44.jpgthumbnails/16_02_2008_09_53_00.jpgthumbnails/16_02_2008_09_57_33.jpgthumbnails/16_02_2008_09_58_34.jpgthumbnails/16_02_2008_09_58_51.jpgthumbnails/16_02_2008_10_09_41.jpgthumbnails/16_02_2008_10_28_35.jpg

Depois das honrarias feitas e avisos proclamados pelo tal de João Vasconcelos, que "o grupo fecha-se com o jipe, ninguém ultrapassa o guia, há fitas de marcação" e até o sempre bem vindo "há reforços alimentares", lá vai o grupo a ver se dá razão à fama do local... mas nada - nada de saltos na Lameirinha e decepção para o fotógrafo que assim vê defraudados os seus esfoços de até ali subir na frente. Mas nem tudo estava mal, porque a vista para o outro lado era nada menos do que magnífica, ainda para mais, enriquecida com o tracejado colorido que se gerava pelo movimento em descida, por aquele estradão largo, da massa ciclista.

thumbnails/16_02_2008_10_47_52.jpgthumbnails/16_02_2008_10_51_06.jpgthumbnails/16_02_2008_10_54_06.jpgthumbnails/16_02_2008_10_54_53.jpgthumbnails/16_02_2008_10_55_07.jpgthumbnails/16_02_2008_10_56_09.jpg

Logo à frente anunciavam-se as primeiras dificuldades: caminho ascendente, com pedras e lajes intercaladas a buracos, a exigir alguma técnica. A força de alguns é demais, salta a corrente e pronto, surge a primeira avaria do dia, na pessoa do próprio Prof. Orlando, com a corrente encravada entre a cassete e a roda. A ajuda "Flintestónica" já lá estava, mas de pouco servia, e seria preciso um "certo repórter dos sete ofícios", de mão hábil e decidida, para por fim à contenda...

Por ali se veriam ainda alguns Garranos, como se sabe animais do grupo equídeo que vivem em liberdade por estas zonas nortenhas, quase tão felizes como aquele largo grupo de BTTistas em trilhos ascendentes de pedra e lama, esta pouca. A paisagem, agreste, apresentava-se rugosa de serranias, com a típica vegetação das terras altas e frias. Os penedos, em região de granito massivo, faziam parte e mesmo embelezavam a vista.

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Uma descidinha vinha agora a calhar, ainda que em estradão, e a passagem por um pequeno lugarejo, nas imediações de Povoação, assim como a passagem sobre a autoestrada A7, não retiravam a sensação de percorrer um troço tipicamente de monte, agora mais pululado de vida vegetal de alto porte.

Entretanto, desde o início do passeio, alguns cruzamentos vinham já sendo vencidos, com estradas e estradões; soi dizer-se, a propósito, que não se sabe bem como, todos eles, sem excepção, tinham um grupinho da organização, na forma de amigos ou de bombeiros. Num corre-corre impressionante, lá se iam revezando e passando de uns postos para os outros, de forma a orientarem o grupo e a garantirem o bem estar de todos. Brincando com o assunto, lá se ia dizendo... "olha, vi agora mesmo, ali atrás, um seu irmão gémeo..." e, mais tarde, vários gémeos depois, "essa família de gémeos não acaba nunca, não?"

Neste aspecto, entre outros, não conheço passeio que tenha oferecido tal serviço. Então e quanto a fotógrafos nos trilhos? Não havia descida ou zona técnica que não tivesse ali uma máquina fotográfica a registar para a posteridade as mais atrevidas ou caricatas situações!

Ora, vai este pobre repórter a tentar ganhar terreno, depois de uma paragem para mais umas imagens do passeio, e sai-lhe ao caminho uma fotógrafa de longa objectiva em punho, a tentar apanhar "o salto" de um pequeno desnível no solo. Mas a coisa era afinal mais séria; mais bicicletas paradas, gente a mais para um single-track rápido, bem bonito por sinal, em resultado das muitas folhas castanhas de Outono cobrindo o chão, e sai-lhe o Orlando ainda de voz incerta: "caí, dei um tombo e pêras!" E não é que quase ficávamos sem o "Leme" para nos dirigir? Traído por um imenso paralelepípedo de granito, ali colocado junto ao muro e a impedir o normal avanço em linha recta, o coitado não teve outra saída que não fosse raspar na dita e lançar-se para o meio do chão, acrescentando mais uma bela peça à sua colecção de "tombofilismo", felizmente sem consequências de maior e com direito a continuar com toda a normalidade.

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Lobão, é este o nome do pequeno aglomerado de casas onde, por decisão da organização, se fez a primeira paragem para reforço alimentar. Da carrinha de apoio saíam em grande velocidade água, sumos e chocolates cujo açúcar se dissolvia de imediato na corrente sanguínea dos participantes...

Por falar nisso... já falei hoje no Miguel, o tal que é Sampaio? "E quantos kapas hoje? - Dois!" Pois esse vaidoso (mais tarde se compreenderá a adjectivação) sai-me ao caminho de tuperware em punho, figos, amêndoas e outros frutos secos: "toma, come um ou dois ou mais..." E insistia e todos lá iam depenicar! "Oh senhor, o que é esta coisa vermelha e redonda?" perguntava um jovem, acerca de uma... cereja cristalizada! "Anda, come que é bom e pronto... come mais!". E a tuperware evoluía progressivamente para o estado de vazia...

Chegada a hora de nova partida e uma vez limpo o chão dos plásticos residuais das águas ingeridas, novos avisos do João Vasconcelos que "cuidado, agora vai um a abrir e outro a fechar, há descidas perigosas", sai-se dali em descida acentuada por estrada de alcatrão. Abaixo faço umas fotos com um velho tanque comunitário a servir de fundo, sai-se da localidade e regressa-se aos trilhos. É hora de subir um tanto, nada de mais, mas mói... mais uma travessia de estrada, lá está o senhor bombeiro "irmão gémeo" dos outros todos que tinham ficado lá atrás, e o grupo pára para reagrupamento.

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"Quer um bom sítio para as fotografias?" pergunta o guia de dentro do seu colete laranja... "Ali mais à frente tem uma boa descida, picada e técnica quanto baste"; lá vou eu, já a tomar a pequena digital em mãos e pronto, lá estava mais um fotógrafo, qual praga do dia, a fazer-me concorrência! Escolho um bom ponto de vista, espero e disparo umas quantas vezes... "giro, isto vai ficar bom", digo eu com os meus pedais, ainda antes do último passar... a passear!

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Se por ali se descia, "descida a mais é mau agouro...", alguém diria, logo a paga, na forma de subida, haveria de "dar à costa". Realmente, depois de Barrega, bem no vale, a coisa voltava a ser predominantemente ascendente, com uns single tracks de se lhe tirar o capacete. Upa upa, inclina mais ainda, o terreno passa a técnico e a calhaus quanto baste, pés no chão que isto não se pedala, "mas onde é que está o teleférico?", tudo leva a bicla a passear e, mesmo assim, a língua já vai de fora; "isto haveria de ser giro era a descer", passo a passo, palmo a palmo, lá se vai vencendo a parede!

thumbnails/16_02_2008_13_02_13.jpgthumbnails/16_02_2008_13_03_52.jpgthumbnails/16_02_2008_13_08_22.jpgthumbnails/16_02_2008_13_21_39.jpgthumbnails/16_02_2008_13_21_47.jpg

Lá mais no alto, passa o Luis e o pai do Luis, um a pé, outro montado... no seu belo jipe branco... aqui em terreno mais dócil, já há "meco à vista" e... pronto, a planura do descanso colectivo, à volta do geodésico marco que assinala o ponto mais alto local.

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Mais descida e "olha o rego, oh K2", mais outra empinada, primeiro em descida, depois em subida (mas quem é que dizia que não era esforçado, o passeio?), chego ao alto e vejo uns ares preocupados olhando a vertente oposta: aquilo não era descida, era um poço; e como se não bastasse a inclinação, a pedra solta, de tamanhos variados, era mais do que muita... uns fazem-se à coisa, escorregam as rodas na pouca terra da berma, dão umas piruetas no ar e resolvem dar descanso à bicla. Tento eu, mas não faço melhor, excepto talvez nas piruetas, em boa verdade dignas de bom espectáculo circense de fim de ano! Passa um a "abrir", quase a voar sobre os calhaus e, "shame on me", vem o calmo João Vasconcelos, guia de fecho, por ali abaixo a mostrar, no seu sorriso matreiro, como se vencem os calhaus com duas rodas e um selim...

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De repente, por entre as fachadas de duas casas velhas vê-se, bem no alto do monte, um castelo, no caso, o de Arnóia! Cumpriam-se as ordens de El-Rei D. Afonso, invasão à vista, espera-se pouca resistência do interior... uns trilhos de permeio, estreitos e difíceis, muralha alta para suporte das montadas, relva fôfa para suporte de "outras coisas", e dava-se a invasão! Desses momentos (pouco) gloriosos não tem o repórter imagética que o comprove, mas a luta deve ter sido grande... a julgar pelo descanso forçado dos presentes... Aquilo era assento por todo lado, no chão, nas pedras, nas muralhas, à volta da torre de menagem... e a recomposição energética então nem se fala! Com direito ao segundo reforço alimentar do dia, as tropas entregavam-se com afinco às tarefas da mastigação, com ricas rações de combate fornecidas, já se imagina, pela organização!

thumbnails/16_02_2008_14_03_48.jpgthumbnails/16_02_2008_14_06_20.jpgthumbnails/16_02_2008_14_11_39.jpgthumbnails/16_02_2008_14_12_29.jpgthumbnails/16_02_2008_14_14_23.jpgthumbnails/16_02_2008_14_24_35.jpg

"Subamos à torre para a passagem do testemunho"... e lá fomos! Subida difícil, aquela, por escadaria de lenho estreita e manhosa, seguida de uma escada vertical de ferro onde os sapatos de ciclista teimavam em escorregar... lá no alto, gente a mais para um "single track" junto à muralha, rodeando um centro de telha tradicional, lá se conseguiam levar avante os preparativos da coisa...

Bandeira esticada por fundo, corrente em primeiro plano, sorriso para a câmara... splash, splash, splash... as fotografias sucediam-se de vários lados (dia tenebroso este, tenho de mudar de vida que a de repórter já foi). Venha o elo, o descrava..."É assim que se faz? Oh... oh... oh Jorge Moniz, dá lá aqui uma ajudinha, que a mecânica não é o meu forte... e temos de chegar ainda hoje a Celorico de Basto!"

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Lá do alto acenava-se agora à plebe, dando conta da recente conquista: "é nossa, é nossa!!!" E o povo respondia formando cuidadosa e vaidosamente para mais umas fotos de grupo! Por falar em vaidades... saibam vossas senhorias que o tal de K2 andava ali que nem modelo em passerelle... sempre de lado, expondo o flanco esquerdo, desde o pé até à cinta, expunha as marcas, sujas e fétidas, de uma prova de "terreno húmido" ou "coisa pior"... Também não era caso para menos, o Miguel conseguiu a proeza de tombar na poça de lama funda onde todos passaram sem se sujar!

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Descida à vista, alegria para as hostes, passagem no local de Areal, com direito a música ao vivo, alegre, de acordeão popular, eram os quilómetros próximos. Os seguintes voltavam a ser penosamente ascendentes, mas com direito a vingança: vinham aí longas descidas em belos single tracks, uns técnicos e outros rápidos, à mistura com estradões largos mas com vistas sempre belas... Mais uma travessia de estrada, desta feita a N210 para Celorico, paragem para reagrupamento, e novamente os trilhos, os furos, as descidas...

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...por vezes perigosas! Que o diga o nosso amigo que sofreu um OTB e que ficou com o ombro com formato inapropriado! "Oh Orlando, isso é coisa que se faça à roda? Vejam bem como ele a deixou..."

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A distância a Celorico, destino do passeio, era agora curta, mas partes memoráveis estavam ainda para vir: uns trilhos de comboio a-a-a-ban-an-an-do-oo-oo-na-aa-aa-dos, salada de calhaus com molho de adrenalina em trilho "oh baixo", a travessia de um riacho em local idílico, na sua ponte antiga, plana de granito como já não se faz, com a velha azenha, lá ao fundo, e a visão longínqua, do tão desafiante e tentador quanto, glorioso e imponente cone do Monte Farinha, celebrizado com o nome da Senhora da Graça.

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Após passar no estádio de futebol local e já na cidade, seria tempo de ver como a edilidade evoluiu nos últimos anos. Ali ao centro, um conjunto agradável de construções modernas, um parque de descanso e, do lado oposto, o complexo de piscinas local, bem enquadrado num jardim frontal onde muitas bicicletas descansavam antes de regressarem às carrinhas de transporte para os locais de origem. Previamente ao banhinho, quentinho e bem merecido, uma ou outra fotografia, nomeadamente dos "cotas" do passeio que, mais pixel menos pixel, mais tombo menos tombo, mais lama menos lama, ali selaram aquilo que foi uma das suas mais belas recordações BTTistas.

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Uma espera de uns minutos para preparação do regresso do material permitiria ainda uma visita mais cuidada ao tal parque de descanso. Parque infantil, bar, ringue polivalente e... hei, que barulho vem a ser este? Tanta discussão, aqui no lago, tanto barulho? Olha, afinal "eles" sempre vieram, os... Patus Bravus, sempre com o "cisne vaidoso" a mandar... engraçado, não os tinha visto nem ouvido no passeio!

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Acabou? Nãaaaaa... A dar término ao evento, um belo e suculento jantar, servido em restaurante rústico da zona, fez as delícias das papilas gustativas de todos: participantes, organizadores, fotógrafos, bombeiros... Todos apreciaram, naqueles largos minutos de lazer, os gostos do fumeiro e dos cozinhados locais, bem regados pela "pomada" da terra. A temperar, a projecção das fotografias do dia, às catadupas, feitas pelos muitos fotógrafos de serviço. Mais uns discursos dos manos Vasconcelos e do Orlando, umas palmas bem merecidas, e pronto, estava (BEM) feito.

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Desculpem-me a sinceridade, mas estou convencido que a corrente VELOCIPEDI@ nunca antes se sentiu tão bem. Um percurso de se lhe tirar o chapéu, rompe pernas quanto baste e partes técnicas a condizer, várias dezenas de participantes, organização irrepreensível e logística sem mácula, transportes grátis e mais ofertas de todo o tipo é, tal como se inicia este relato, "nunca tal visto, senhores"!

Deixei propositadamente para o final do texto o merecido elogio ao Orlando Lemos e, muito principalmente, ao João e ao Paulo Vasconcelos que tão bem lideraram a equipa imensa de gente e de boas vontades, centradas naquela que assim foi inaugurada, a Associação "Basto move.te" (http://bastomovete.blogspot.com/).

A associação, sem fins lucrativos, diz-se "empenhada na promoção da saúde em geral e na prática de desporto em particular, tendo sempre em mente a divulgação da nossa região: a de Basto". Pela humilde parte que me toca, fiquem os meus amigos sabendo que fiquei inteiro cliente da região e dos seus trilhos... e julgo que não terei sido o único. A continuar assim, tem o futuro feito, parabéns.

Se o passeio rompeu pernas, este relato já fez pior... desculpem este incontinente da tecla que não consegue ficar "calado" quando tem tantas coisas boas para dizer. A 41a já se foi, aguardemos pela próxima iteração, que é como quem diz, pela próxima etapa, a 42a, da saga da corrente VELOCIPEDI@.... ainda demora muito?

Até lá, despeço-me com o habitual "adeus e até ao próximo empeno",

A. Augusto de Sousa

 

(Fotografias também disponíveis em formato geo-referenciado em Google Earth)


A. Augusto de Sousa, Miguel K2 Sampaio, Pedro Indy Ribeiro