É conhecida a importância que em todas as civilizações, juntamente com a extração mineira e a preparação dos metais, teve a atividade da construção, tanto para fins de utilidade, comodidade e representatividade civil, como para fins militares. 
Se durante séculos a arte e a ciência da construção permaneceram indissociadas, na época do Renascimento surgiu uma nova categoria de profissionais, os engenheiros, de certo modo formados à margem da organização medieval dos mesteres. Englobava tanto os inventores como os utilizadores dos engenhos empregados indistintamente nas atividades correntes não só das indústrias, da agricultura, entre outras, mas também para fins militares. 
A formação vincadamente técnico-científica destes novos profissionais começou por ser tentada nas escolas onde era ministrado o ensino da arte da guerra, que utilizava as fortificações para a defesa, e os engenhos como armas de ataque. 
No nosso meio, a diferenciação da atividade do projetista e construtor nas duas vertentes da arquitetura e da engenharia - civis e militares - com a separação das respetivas escolas, seguiria moldes de certo modo análogos aos adotados noutros países, como a França, onde foi criada a École des Ponts et Chaussées, para a formação dos quadros superiores das Obras Públicas, e a École des Beaux Arts, a que foi atribuída a concessão dos diplomas de Arquitetura. 
Necessariamente que a evolução da técnica com o consequente desenvolvimento industrial e, mais tarde, a introdução e a generalização da eletricidade, levaram à diferenciação dos diversos ramos da engenharia, mecânica, eletrotécnica, química, etc., do tronco inicial da engenharia civil - a que continuaram adstritas as tradicionais disciplinas de Resistência dos Materiais, Hidráulica, Construções Civis, Estradas, Caminhos de ferro e Canais e Portos de Mar.

Entre nós, o ensino da engenharia militar começou a ser professado em Lisboa no Colégio Real dos Nobres (1766), que daria origem à Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho (1790) e, posteriormente, às Escolas Politécnica e do Exercito (1837). Na cidade do Porto, os primórdios do ensino técnico devem ser procurados na Academia Real da Marinha e Comércio (1785) e, depois, na Academia Politécnica que lhe sucedeu (1833). 
Segundo a reforma de 1885, esta última Escola ficou a possuir os cursos de Engenharia de Obras Públicas, Minas e Industrial, bem como o Curso Superior de Comércio. Alem disso, ministrava os preparatórios, tal como a sua congénere de Lisboa e a Universidade de Coimbra, para as Escolas do Exército e Naval e para os cursos de Medicina e Farmácia.

Pela reorganização do ensino superior de 1911, a Academia Politécnica do Porto seria transformada na Faculdade de Ciências, a que começaram por ser anexados os cursos de engenharia pré-existentes. Só em 1915 é que estes cursos seriam autonomizados, dando origem à Faculdade Técnica, que, em 1926, por sua vez, seria transformada na atual Faculdade de Engenharia. Os cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Minas, Engenharia Metalúrgica, Engenharia Mecânica, Engenharia Eletrotécnica e Engenharia Químico-Industrial aqui professados eram precedidos, até 1975, por preparatórios obtidos nas Faculdades de Ciências, os quais foram transferidos para a Faculdade de Engenharia a partir daquele ano. 
A Lei de Autonomia Universitária institucionalizou a organização departamental da FEUP, prevista nos Estatutos da FEUP, tendo ao Departamento de Engenharia Civil correspondido os antigos Grupos de Construções Civis, Estradas e Caminhos de Ferro e Hidráulica. O primeiro regulamento do DEC data de fevereiro de 1991, tendo, com a entrada em vigor dos atuais Estatutos da FEUP, sido substituído por novo regulamento aprovado na reunião de 20 de março de 2002 do Conselho de Departamento de Engenharia Civil.