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A minha prática de fotógrafo amador começou em 1969 com a compra da minha primeira máquina, uma Zeiss-Ikon Voigtländer Icarex 35. Era uma máquina notável que correspondeu a um último esforço da prestigiosa Zeiss para resistir à invasão nipónica. Hoje sabemos que foi debalde, pelo que bem poderemos apelidar a Icarex 35 de "canto do cisne" da indústria fotográfica europeia, pelo menos no que respeita às máquinas para o grande público! |
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Em 1981, "Canonizei-me" com a compra de uma Canon AE-1. É um marco da história da Canon e, para mim, foi uma revolução na arte de fotografar. Para além dos modos manual, de prioridade à abertura e de prioridade à velocidade, oferecia um modo programa que dava ao utilizador uma liberdade incomum até então. De facto, a AE-1 foi a primeira máquina no mundo a incluir um microcomputador embebido. A focagem era também mais fácil pois dava três ajudas. A minha era mais bonita do que a representada ao lado, pois era toda preto mate. |
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Durante a década de 80, assistiu-se a uma evolução fantástica das máquinas fotográficas, com a progressiva utilização de electrónica no seu funcionamento. A Canon foi, além disso, pioneira num aspecto em que acabaria por ser seguida pelos outros grandes construtores: a inclusão de micromotores nas objectivas, o que permitiu dispensar o acoplamento mecânico entre o corpo e a objectiva! Esta inovação facilitou também o desenvolvimento da focagem automática que, para mim, foi uma dádiva divina, pois os meus olhos já não respondiam como deviam às exigências da focagem manual! |
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Assim, em 1992, troquei a AE-1 por uma Canon EOS 1000FN. Apesar de se tratar apenas do modelo de entrada na gama EOS, é uma máquina que considero como sendo uma autêntica jóia da "tecnologia ao alcance de todos"! É que tanto pode ser usada pelos menos conhecedores, já que dispõe dos diversos modos dedicados automáticos (retrato, paisagem, desporto, macro e automático total), como pelos amadores avançados, que preferirão escolher entre os modos programa, prioridade à abertura, prioridade à velocidade, manual assistido e profundidade de campo (um exclusivo da Canon)! E, claro, tem flash incorporado e sapata para um externo. |
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Ainda a conservo, embora emprestada ao meu filho Rui, que lhe tem dado uso meritório. |
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Apenas dois anos depois, em 1994, dei um grande salto qualitativo e comprei uma Canon EOS 5. Situada na gama EOS apenas abaixo da "profissional" EOS 1, constituíu outro grande marco da Canon, já que foi a primeira máquina a incluir o sistema de focagem "pelo olho": no visor há cinco marcas e, conforme aquela que o olho fixar, a máquina foca a zona correspondente! Com o tempo, fui expandindo o meu material que, presentemente, inclui 3 objectivas, todas Canon, uma zoom 28-105 mm, uma 100-300 mm e uma 50 mm macro, e um flash Canon 430EZ. |
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Entretanto, a tremenda evolução da fotografia digital veio fazer-me reconsiderar as minhas opções de equipamento. De início, mantive-me na expectativa pois a fotografia digital estava longe, muito longe, de ser uma alternativa. Recordo-me que, em meados da década de 80, o director para o Reino Unido de um grande fabricante dizia que, face ao facto de um fotograma 24x36 conter 18 milhões de pixels e de o melhor sensor digital não permitir mais do que uns 250 mil pixels, não estava nos seus pensamentos investir em força na fotografia digital! Hoje, o preço do "megapixel" não pára de baixar e o seu número de aumentar! Qualquer compacta que se preze dispõe já de 3 ou 4 megapixels, as melhores têm 5 ou 6 e já há reflexes com 14 megapixels! Para já! É inegável que as máquinas digitais já cobrem perfeitamente quase todos os campos de utilização. A técnica digital, quando associada a um bom programa de tratamento de imagem, devolve ao utilizador o prazer de "construir" a fotografia do princípio até ao fim. Mas, a mudança ainda levanta algumas reservas! A generalidade dos sensores têm dimensões inferiores aos clássicos 24x36, pelo que as objectivas que tanto dinheiro nos custaram não correspondem às distâncias focais que escolhemos! As reflexes digitais ainda têm preços muito musculados! |
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Em 2003, considerando os vários aspectos, concluí que devia esperar um pouco mais para comprar um corpo reflex digital que me permitisse usar as excelentes objectivas que possuo, sem me arruinar, claro! Ainda assim, seduzido pelas potencialidades da fotografia digital, optei por uma solução de compromisso: comprar uma boa compacta, enquanto espero que as reflexes "desçam à terra"! Em Julho, adquiri uma máquina digital Canon PowerShot S50 (5 Mpixels), cujos resultados ultrapassaram, aliás, as melhores expectativas! |
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Em 2005, a Canon respondeu às minhas expectativas, lançando a EOS 350D, com características quase iguais às da 20D e com um preço inferior ao da 300D, que veio substituir, com largas vantagens, claro. Ainda resisti alguns meses mas, em Julho, sucumbi à tentação irresistível de possuir esse brinquedo tão sedutor e ... comprei uma! Baptizei-a no Grande Prémio Histórico do Porto, em que fiz o belo número de 395 fotografias! Na maior parte, usei a minha velha objectiva EF 100-300 mm, equivalente a uma 160-480 mm, usando a 350D, com os resultados que se podem ver na secção que dedico a este inesquecível evento. Vá lá ver! |
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Aos outros canonistas recomendo a magnífica revista EOS Magazine. As minhas preferências são muito diversificadas. Gosto de fazer retrato, paisagem e macrofotografia. O que se segue é uma selecção das fotos que, por uma ou outra razão, me pareceram melhor conseguidas. São apresentadas em tamanho reduzido, mas para ver uma foto ampliada basta clicar na amostra. Como esta secção estava a ficar muito grande e, portanto, a demorar muito tempo a carregar, resolvi reorganizá-la em subsecções. O acesso a essas páginas pode fazer-se através do índice seguinte. |
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Exceptuando as imagens das máquinas fotográficas, todas as fotografias reproduzidas nesta secção são de minha autoria. Todos os direitos de utilização destas imagens estão reservados. Ó 1967-2006 Franclim Ferreira. |