| AMPLIFICADORES DIFERENCIAIS E MULTIANDAR |
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Franclim F. Ferreira, Pedro Guedes de Oliveira, Vítor G. Tavares |
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Método das constantes de tempo |
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O método das constantes de tempo permite obter, em geral com boa aproximação, uma estimativa da frequência superior de corte a –3 dB, wH, e/ou da frequência inferior de corte a –3 dB, wL, da resposta em frequência de um amplificador, quando não é possível determinar, por simples inspecção, os valores dos pólos e zeros da resposta. De facto, se for possível determinar facilmente os pólos e zeros, uma boa aproximação de wH é:
ou até wH @ wp1, se este for dominante (wp1 << wp2, ..., wz1, wz2, ...). Analogamente, uma boa aproximação de wL é:
ou mesmo wL @ wp1, se este for dominante (wp1 >> wp2, ..., wz1, wz2, ...). São, contudo, frequentes as situações em que por haver, por exemplo, condensadores interactuantes, não é possível determinar os pólos e zeros facilmente.
A função de transferência de um amplificador pode escrever-se como sendo
A FH(s) pode dar-se a forma:
sendo os pólos de alta frequência as raízes do denominador e os zeros as raízes do numerador. Normalmente, os zeros ocorrem a frequências muito mais elevadas do que o primeiro ou primeiros pólos.
Ora
Se houver um pólo P1 dominante, então
isto é, podemos determinar aproximadamente wH através da expressão:
A este método chama-se método das constantes de tempo em circuito aberto para determinar a frequência superior de corte. A FL(s) pode dar-se a forma
sendo os pólos de baixa frequência as raízes do denominador e os zeros as raízes do numerador. Normalmente, os zeros ocorrem a frequências muito mais baixas do que o pólo ou pólos de frequência mais alta.
Ora
Se houver um pólo P1 dominante, então
isto é, podemos determinar aproximadamente wL através da expressão:
A este método chama-se método das constantes de tempo em curto-circuito para determinar a frequência inferior de corte. A análise da resposta às altas frequências reveste-se de maior importância na medida em que, enquanto às baixas a resposta é condicionada por condensadores de acoplamento, escolhidos pelo projectista e, portanto, este tem controlo sobre a resposta, às altas frequências a resposta é condicionada pelas capacidades intrínsecas dos transístores, cujo controlo escapa, em larga medida, ao projectista. Desta forma, enquanto às baixas, o projectista pode escolher as capacidades de maneira a impor a existência de um pólo dominante, às altas frequências, é importante averiguar a localização, pelo menos do segundo pólo. Esta, é determinada pelo coeficiente b2 do denominador de FH(s).
Ora b2 é o somatório de q termos do tipo
É de notar que
Desta forma, com três pólos, logo três condensadores independentes, teremos, por exemplo:
e com dois pólos, teremos, apenas
Quando temos apenas dois pólos, podemos verificar facilmente se existe um pólo dominante (considerando que o primeiro pólo é dominante se ocorrer, pelo menos, uma década abaixo do segundo), usando a regra prática:
Se
e, portanto,
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