Versão Portuguesa (English version below)

À CONVERSA COM…Catarina Pinto (Embaixadora Alumni FEUP na Irlanda)

Este mês viajamos até à Irlanda para conhecer a Catarina Pinto, uma das Embaixadoras Alumni FEUP no país. A engenheira, natural de Gondomar, terminou o Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente em 2016 e rumou à Irlanda em 2017, depois de concluir o Mestrado em Engenharia de Segurança e Higiene Ocupacional, para integrar a Glan Agua, uma empresa do Grupo Mota-Engil onde é atualmente Project Engineer. Adora viajar e vê em cada viagem uma oportunidade para aprender, experimentar e conhecer novas culturas.

Como surgiu a oportunidade de ir para fora? Como está a ser esta experiência no estrangeiro?
Vim para a Irlanda através do Programa de Trainees Start@ME 2017 da Mota-Engil. Fui selecionada para ingressar no mercado da Irlanda na empresa Glan Agua. Tem sido uma experiência bastante enriquecedora, com bastantes desafios a nível profissional e pessoal.

Passou por outras paragens depois de ter deixado a FEUP?
Tive oportunidade de fazer um estágio na “Águas de Gaia EM”, e trabalhei na “OERN”, na gestão de qualidade.

Como correu a integração na Irlanda? Quais foram os principais desafios?
A integração foi fácil visto ter ido num grupo de 6 portugueses e a cultura irlandesa é muito prestável e sempre nos tentaram ajudar na adaptação.
Os principais desafios foi o clima, ter um verão limitado a duas semanas de sol e estar sempre a chover não foi nada fácil. Para além disso, fui viver para uma zona bastante rural em que não havia nada aberto depois do trabalho, e muito pouca coisa aberta ao fim de semana. Estava habituada a uma grande oferta de serviços e atividades, algo inexistente e que me custou a adaptar.

Por onde passam agora os seus objetivos/planos futuros?
Carreira em gestão de projetos da área de ambiente e sustentabilidade.

Dos tempos na FEUP, o que é que recorda com mais saudade?
Muita coisa me deixa saudade. Mas escolhendo uma seria o BEST Porto. Criamos eventos que exigiam muito trabalho, mas havia sempre alegria e muitas brincadeiras. Os convívios depois das reuniões gerais, das trocas de experiências de quem fazia intercâmbios, da alegria de quando conseguíamos fechar uma parceria, da organização dos cursos de verão e de conviver com os participantes que vinham de diferentes países da Europa e dar a conhecer também o nosso Porto.  Recordo com muito carinho e deixa muitas saudades.

E se voltasse ao passado, aos tempos de estudante, faria alguma coisa de diferente?
Se pudesse teria me inscrito em associações de estudantes mais cedo. Entrei no BEST Porto no meu último ano do MIEA e sei que teria tido um percurso diferente se tivesse entrado mais cedo. Possivelmente teria desenvolvido mais competências e teria tido oportunidade de fazer mais intercâmbios com estudantes europeus, que são experiências incríveis e recompensadoras.

Ser Embaixador Alumni significa no fundo retribuir algo à Faculdade em particular e à Universidade em geral. Como é que vê esta reaproximação à sua alma mater?
A FEUP foi a minha segunda casa durante muitos anos, fiz amigos para a vida e sinto que é muito recompensador manter este contacto. Poder criar bons momentos de convívio entre pessoas que estão no mesmo país, que não se conhecem mas que têm um passado em comum, que é a faculdade.
Tenho bastante contacto com atuais alunos da FEUP e sei que falar sobre as experiências profissionais, sobre os desafios que enfrentei ao iniciar a minha carreira ajuda quem tem dúvidas a iniciar esse percurso.

Que desafio gostaria de colocar à FEUP e/ou à U.Porto?
Criar mais eventos que permitem o contacto entre estudantes e jovens profissionais. Há sempre muito receio de como vai ser o primeiro emprego e dúvidas se sabemos o suficiente para termos sucesso.  O contacto entre profissionais e estudantes também pode elucidar o rumo de carreira que querem seguir.

Alumni, profissional, embaixadora… que mais devemos saber sobre si? Partilhe connosco uma curiosidade para ficarmos a conhecê-la melhor.
Adoro viajar, é algo que me faz crescer imenso. Ir a um país ou cidade nova é uma experiência que acaba sempre por me ensinar algo. Aprendo sempre algo sobre a cultura do lugar, uma bebida/comida que nunca experimentei, a maneira que os locais encaram a vida acaba por mudar a minha perspetiva. Mesmo em países europeus há imensas culturas e hábitos diferentes do que nós estamos habituados. Sempre que vou a um sítio novo gosto de me questionar de como me adaptaria se vivesse ali.

English Version

Talking to… Catarina Pinto (FEUP Alumni Ambassador in Ireland)

This month we traveled to Ireland to get to know better Catarina Pinto, one of the FEUP Alumni Ambassadors in the country. The engineer, born in Gondomar, finished the Integrated Master in Environmental Engineering in 2016 and went to Ireland in 2017, after completing the Master in Occupational Safety and Hygiene Engineering, to join Glan Agua, a Mota-Engil Group company, as a Project Engineer . She loves to travel and find in each trip an opportunity to learn, experience and discover new cultures.

Can you tell us about your experience abroad and how did it happen? How is the experience abroad?
I came to Ireland through the Start @ ME 2017 Trainee Program from Mota-Engil. I was selected to join the Irish market at the Glan Agua company. It has been a very enriching experience, with many challenges at a professional and personal level.

Did you go to other places after leaving FEUP?
I had the opportunity to do an internship at “Águas de Gaia EM”, and worked at “OERN” in quality management.

How was the integration in Ireland? What were the main challenges?
The integration was easy as I went with a group of 6 Portuguese and the Irish culture is very welcoming and they always tried to help us to adapt. The main challenges were the weather, having a summer limited to two weeks of sunshine and always raining was not easy. In addition, I went to live in a very rural area where there was nothing open after work, and very little at the weekend. I was used to a great offer of services and activities that was something that did not exist and it was not easy for me to adapt.

What are your future plans?
Career in project management in the area of environment and sustainability.

About the times in FEUP, what do you remember with more nostalgia?
That’s a lot of things that I miss. But if I have to choose one, it would be the BEST Porto. We created events that required a lot of work but there was always joy and lots of fun. The gatherings after the general meetings, the sharing of experiences of those who did exchanges, the joy of when we were able to close a partnership, the organization of summer courses and socializing with the participants who came from different countries in Europe and also to show our city, Porto. I remember it with great affection and I miss it a lot.

And if you go back to the past, when you were a student, would you do something different?
If I could, I would have joined in student associations earlier. I joined BEST Porto in my last year at the Integrated Master in Environmental Engineering  and I know I would have had a different path if I had joined earlier. Possibly, I would have developed more skills and would have had the opportunity to make more exchanges with European students, that are incredible and rewarding experiences.

Being an Alumni Ambassador means to give something back to the Faculty in particular and the University in general. How do you see this closer connection to your “alma mater”?
FEUP was my second home for many years, I made friends for life and I feel that is very rewarding to maintain this contact. To be able to create good moments of conviviality between people who are in the same country, who do not know each other but have a common past, which is the faculty.
I have a lot of contact with current FEUP students and I know that talking about professional experiences, about the challenges I faced when I started my career helps anyone who has doubts about how to start this journey.

What challenge would you like to propose to FEUP and / or to U.Porto?
Create more events that allow contact between students and young professionals. There is always some fear about the first job and how it will be and doubts if we know enough to be successful. The contact between professionals and students can also clarify the career path they want to follow.

Alumni, professional, ambassador… what else should we know about you?
Share with us a curiosity so we can know you better.
I love to travel, it’s something that makes me grow a lot. Going to a new country or city is an experience that always ends up teaching me something. I always learn something about the culture of the place, a drink / food that I have never experienced, the way the locals see life ends up changing my perspective. Even in European countries, there are many different cultures and habits than we are not used to. Whenever I go to a new place I like to ask myself how I would adapt if I lived there.

The advice to FEUP students (On Video)
Hello! My advice to FEUP Students is not to fear at their first job, you don’t have to know everything, you don’t always need to meet others expectations and requirements. Your first job will be, above all, a learning process; You need to have a critical spirit and be very open minded to question everything and how everything works. You will make mistakes, but with this you will learn and is expected that you learn and question a lot. At faculty, take the chance to make contacts with professors, with older colleagues in order to have contacts when you need to make partnerships or clarify some doubts; This is very important and above all always expand your creativity. Creativity is important in any area, in any profession, because it allows us to solve problems and find innovative solutions and that is what people expect from us, engineers. So, be courageous in your first job and live your academic life to the fullest, while retaining all the possible tools and knowledge’s that will be used later in your life.