Diferenças entre edições de "O Modelo IFC Como Agente de Interoperabilidade"

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[[Lista de teses MIEC|Tese]] de mestrado integrado de [http://www.linkedin.com/profile/view?id=276410466 Sérgio Pinho], 2013
 
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As crescentes exigências a nível da complexidade e qualidade dos projectos na construção, bem como da produtividade dos processos, sugerem uma necessidade em alterar a actual abordagem dada ao processo construtivo.
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A filosofia envolta no conceito [[BIM|BIM]] (Building Information Modeling) possibilita a junção de diferentes âmbitos do projecto num único modelo virtual, o que traz uma crescente necessidade de constante troca de informação entre os intervenientes nos projectos de edifícios. Maiores níveis de interoperabilidade significam maiores níveis de envolvimento entre os participantes na elaboração de um projecto de engenharia civil e por isso permite um maior acompanhamento do fluxo de trabalho, maior automatização de processos e maior controlo de erros e falhas imputáveis não só aquando da realização do projecto mas também ao longo do ciclo de vida da obra. Assim, a aplicação de metodologias BIM permite um aumento significativo da velocidade dos processos de projecto e construção.
  
Os [[Building Information Models]] ([[BIM]]) ou modelos de informação apresentam-se como uma forma de integrar num modelo, grande parte da informação referente ao ciclo de vida de um edifício. Os resultados práticos da utilização dos [[BIM]], tendo em conta o actual nível de utilização dado a estas tecnologias, passam pela automatização dos processos de medição, criação de vistas e identificação de erros e omissões no projecto. Em termos teóricos, as aplicações dos modelos de informação multiplicam-se.
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O standard [[Industry Foundation Classes|IFC]] enquanto agente de interoperabilidade é já implementado há mais de uma década e meia. Presentemente é exponênciada pelo surgimento do novo esquema IFC4 suportado por normalização ISO, o que representa um grande avanço da especificação IFC.
  
A extensão da utilização dos BIM a todas as fases do processo construtivo é apontada como a melhor forma de retirar mais benefícios da utilização destas tecnologias. Para tal, utilizar um modelo completo que preencha os requisitos fundamentais para representação de toda a informação necessária associada às diferentes especialidades da construção, seria a opção ideal. Na prática, verifica-se que o desenvolvimento de um modelo deste tipo é, pelo menos para já, demasiado complicado devido não só ao tamanho e complexidade, mas também ao suporte e actualização. Assim, a solução passa por adoptar não um, mas uma série de modelos parciais, cada um focado na sua especialidade. Deste modo, para manter a integridade e a fluidez dos fluxos de informação, seria necessário trocar informação entre os diferentes sistemas, o que sugere um obstáculo, pelo facto de se verificar uma falta de normas e formatos para trocas de dados, resultando nos problemas de interoperabilidade.
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Atendendo a isto, o objectivo deste estudo passa por começar a investigar entidades IFC que permitam a definição estrutural de elementos pela sua definição analítica, função que é agora suportada pelo IFC4. Com a grande celeridade dos avanços tecnológicos torna-se necessário estar sempre um passo à frente em tudo o que diz respeito a sistemas informáticos. Portanto, no domínio IFC, a presente dissertação incidiu especialmente sobre elementos simples de estruturas de betão (pilares, pórticos, estruturas porticadas) cuja multiplicação permite a composição de estruturas de edifícios regulares. Para além da identificação das classes necessárias para a definição dos elementos estruturais que compõem uma edificação regular, fez-se também um estudo dos níveis de interoperabilidade actuais para a transferência desses dados e demonstra-se uma possibilidade de aplicação futura do modelo IFC. Essa aplicação prática das classes IFC demonstra o grande potencial da especificação, na troca de informações entre os programas de modelação e os programas de cálculo e análise estrutural. Para além de constituir um agente de interoperabilidade, pode também ser encarado como uma ferramenta BIM deste ponto de vista. Contudo tem sido alvo de criticas por parte de diversos autores no que toca à sua aplicabilidade no domínio das estruturas.
 
 
O Industry Foundation Classes (IFC) representa uma das únicas excepções a nível de formatos universais para troca de dados, e baseia-se nos princípios dos modelos de representação de objectos da construção, em linha com os conceitos estruturais dos BIM.
 
Actualmente, as iniciativas existentes tendo em vista a automatização dos processos de licenciamento de projectos apoiam-se sobretudo no modelo IFC como interface para troca de dados entre projectista e entidade licenciadora.
 
 
 
Neste trabalho, é feita uma avaliação da aplicabilidade do modelo IFC, como formato para troca de dados num processo de licenciamento automático, tendo em conta o regulamento nacional em vigor para as redes de distribuição predial de água, procurando assim perceber as dinâmicas de interacção entre um modelo universal, completo, mas genérico, e um regulamento cuja verificação de conformidade se baseia em parâmetros pensados para serem verificados manualmente, de forma a avaliar o grau de compatibilidade entre os dois modelos. Por outro lado, é proposto um modelo parcial para fazer a ligação entre o modelo IFC e uma aplicação de verificação automática da conformidade, segundo o Decreto Regulamentar nº 23/95, de 23 de Agosto.
 
  
 
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Revisão das 15h26min de 31 de julho de 2013

Tese de mestrado integrado de Sérgio Pinho, 2013

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Resumo

A filosofia envolta no conceito BIM (Building Information Modeling) possibilita a junção de diferentes âmbitos do projecto num único modelo virtual, o que traz uma crescente necessidade de constante troca de informação entre os intervenientes nos projectos de edifícios. Maiores níveis de interoperabilidade significam maiores níveis de envolvimento entre os participantes na elaboração de um projecto de engenharia civil e por isso permite um maior acompanhamento do fluxo de trabalho, maior automatização de processos e maior controlo de erros e falhas imputáveis não só aquando da realização do projecto mas também ao longo do ciclo de vida da obra. Assim, a aplicação de metodologias BIM permite um aumento significativo da velocidade dos processos de projecto e construção.

O standard IFC enquanto agente de interoperabilidade é já implementado há mais de uma década e meia. Presentemente é exponênciada pelo surgimento do novo esquema IFC4 suportado por normalização ISO, o que representa um grande avanço da especificação IFC.

Atendendo a isto, o objectivo deste estudo passa por começar a investigar entidades IFC que permitam a definição estrutural de elementos pela sua definição analítica, função que é agora suportada pelo IFC4. Com a grande celeridade dos avanços tecnológicos torna-se necessário estar sempre um passo à frente em tudo o que diz respeito a sistemas informáticos. Portanto, no domínio IFC, a presente dissertação incidiu especialmente sobre elementos simples de estruturas de betão (pilares, pórticos, estruturas porticadas) cuja multiplicação permite a composição de estruturas de edifícios regulares. Para além da identificação das classes necessárias para a definição dos elementos estruturais que compõem uma edificação regular, fez-se também um estudo dos níveis de interoperabilidade actuais para a transferência desses dados e demonstra-se uma possibilidade de aplicação futura do modelo IFC. Essa aplicação prática das classes IFC demonstra o grande potencial da especificação, na troca de informações entre os programas de modelação e os programas de cálculo e análise estrutural. Para além de constituir um agente de interoperabilidade, pode também ser encarado como uma ferramenta BIM deste ponto de vista. Contudo tem sido alvo de criticas por parte de diversos autores no que toca à sua aplicabilidade no domínio das estruturas.

Palavras Chave

Sector da construção, BIM, IFC, licenciamento automático, redes de distribuição predial de água.

Abstract

The rising quality and complexity demands in construction projects, as well as in productivity in processes, suggests a changing need in the current approach to the construction process.

The Building Information Model (BIM) appears as a way to add a big portion of the building life-cycle information to a construction model. Taking in account the current level of work given to these technologies, the practical results of BIM usage usually are in automation of measuring processes, renderings and IDing errors and omissions in projects. In theory, these applications multiply.

Extending BIM application to the full length of the construction process is often regarded as the best way to get more benefits from the usage of these technologies. To do so, the ideal option would be to use a complete model to meet all the fundamental requirements to address the representation of all the object-oriented parameters from the different construction domains. In practical terms, the size and complexity, as well as the support and update of the model, makes it, at least for the time being, too hard to develop and maintain. As such, using various domain focussed partial models seems to be the best way to approach this issue. Data exchange between different systems is a requirement to maintain the integrity and speed of both the work and information flow, but the lack of standard viable data exchange formats presents itself as an obstacle, as it results in interoperability problems.

Based on the same object oriented concepts as the general BIM, the Industry Foundation Classes (IFC) is perhaps one of the few exceptions to the lack of standard viable data exchange formats. Currently, the IFC model is used as a data exchange format for all the found automated code compliance initiatives.

In this study, it’s presented an evaluation about the IFC model applicability as a data exchange format, regarding the automated code checking of the national building water flow distribution network requirements, with the intent of measuring the compatibility degree and analysing the interaction dynamics between a complete but generic model and a manual check based regulation. Also, it’s developed and presented a partial model to establish the connection between the IFC model and a DR nº 23/95 requirement based automated code checking software.

Keywords

Construction sector, BIM, IFC, automated code-checking, building water flow distribution network