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Génese dos Novos Paradigmas, Debates e Iniciativas na FEUP

A Conferência-debate sobre «A crise financeira, a ascensão dos BRIC e o paradigma da economia mundial», por convidado ou convidados a designar (sujeita a confirmação), começou por ser a 8ª aula, prevista para ter lugar em 11 de Novembro de 2009, da disciplina de Seminários do 5ª ano da Opção de Produção, Desenvolvimento e Engenharia Automóvel do MIEM (Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica no ano letivo de 2009-2010 (Horário: 4ªs fªs das 16h00 às 19h00, sala B 009, FEUP) regida pelo Professor Catedrático António Barbedo de Magalhães.

Com a colaboração do Professor Rui Azevedo (Economista e Professor Auxiliar Convidado de Engª Civil, que Barbedo de Magalhães conhecera meses antes numa conferência em Espanha) e com o apoio do Departamentos de Engenharia Mecânica e da Direção da FEUP tornou-se não apenas uma conferência debate inserida nos programas de Seminários (5º ano de Engª Mecânica) e de IPFDP (disciplina do 1º ano de Engenharia Mecânica que mais tarde se passaria a designar por Introdução à Engenharia Mecânica), ambas regidas pelo Professor Barbedo de Magalhães, mas também, uma sessão pública aberta a todos os estudantes e professores da FEUP e ao público em geral.

Nesta Conferência-Debate inscreveram-se 98 pessoas, a maior parte alunos de Engª Mecânica e de Engenharia Industrial e Gestão, mas alguns de outros cursos (Engªs Civil, Química, Eletrotécnica e Computadores, Minas e Ambiente). Inscreveram-se Também um reduzidíssimo número de pessoas da Faculdade de Economia e da Faculdade de Ciências da UP e ainda da CCRN (Comissão de Coordenação da Região Norte, da qual o Professor Rui Azevedo foi um importante quadro dirigente no período de 1981 a 1990). Além disso participaram mais algumas dezenas de pessoas que não preencheram qualquer inscrição.

Os oradores convidados foram António Figueiredo, Professor Auxiliar Convidado recém-aposentado da FEP e João Loureiro, Professor Associado da FEP.

O programa e a sua justificação faziam parte de um documento de divulgação que a seguir se reproduz.

 

«A crise financeira, a ascensão dos BRIC e o paradigma da economia mundial»

Conferência-debate na FEUP aberta a todo o público interessado.

4ª fª, 2 de Dezembro de 2009, das 18h10 às 19h40

Anfiteatro B 002

 

A Crise que em 2008 se abateu sobre o sistema financeiro americano, primeiro, e mundial, depois, veio revelar fragilidades não apenas do sector financeiro mas também da própria economia mundial. Apesar da pronta intervenção dos estados para a controlar, muitas pessoas perderam os seus empregos e a insegurança afectou muitos outros.

A crise de confiança foi grande e ainda não se dissipou, porque ainda não são suficientemente claras, para o público em geral, as causas da crise e as respostas que efectivamente foram dadas e a eficácia que estas poderão ter. Muitas questões e dúvidas se levantam ao cidadão comum, sobre a solidez da retoma da economia, sobre a capacidade para gerar empregos (e que empregos?), sobre a capacidade de criar novos mecanismos de regulação financeira à escala global e, nesse quadro, sobre a capacidade para extinguir os paraísos fiscais» e controlar os fundos de investimento de alto risco, enfim sobre o papel dos Estados na regulação e resolução dos problemas económicos e sociais que o funcionamento dos mercados, aparentemente, só por si não consegue resolver.

A eleição recente de Barack Obama nos EUA é um dado novo que abre portas de esperança para a construção de um novo mundo, multipolar, mais equilibrado e seguro, capaz de enfrentar alguns desafios globais que se colocam nos domínios das alterações climáticas, da energia, do combate ao terrorismo, da luta contra a fome e a pobreza.

As novas potências emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (os BRIC) ascendem em poderio económico e político e começam a demarcar-se do paradigma vigente e a exigir a criação de uma moeda mundial que não seja o dólar nem qualquer outra moeda nacional. Que evolução poderão conhecer estas potências emergentes? Em que medida a existência de um conjunto de problemas internos específicos a estes espaços poderão limitar a sua ascensão e consolidação na cena internacional? Que consequências poderá ter esta situação para os cidadãos do planeta, para a América, para a Europa e para os portugueses em particular?

O rápido desenvolvimento económico, científico, técnico e social que o modelo de economia capitalista liberal proporcionou, suplantando, largamente, o modelo comunista de controlo estatal, deixou de fora cerca de 90% da população mundial, que vive com menos de dois dólares por dia. A 'sorte' destes milhares de milhões de seres humanos põe-nos questões sobre a ética e a sustentabilidade do paradigma da sociedade de consumo vigente. Que modelo económico, político e social se poderá desenhar para que o desenvolvimento seja para todos e sustentável?

                Que papel poderão ter os Engenheiros e os Economistas para ajudar a compreender e situação actual e perspectivar e construir alternativas mais justas e eficazes para a população mundial, em termos globais, e para o País?

                Para ajudar na procura de respostas a estas questões, todos são chamados. E para dar início ao debate, foram convidados dois economistas, que debaterão estas questões entre si e com o público presente.

                São eles:

António Figueiredo, Professor Auxiliar Convidado recém-aposentado da FEP de: Crescimento Económico e Economia da Inovação e do Conhecimento; Globalização e Desenvolvimento Económico; Competitividade; Políticas de Estabilização e Ciclos Económicos; e Presidente do Conselho de Administração da Quaternaire Portugal (empresa de consultadoria).

João Loureiro, Professor Associado da FEP, Doutorado em Economia pela Univ, de Gotemburgo (Suécia), - Autor de "Monetary Policy in the European Monetary System", "Euro Análise Macroeconómica", "Política Orçamental na Área do Euro, Membro do Conselho Geral e de Supervisão do Millenniumbcp e Presidente da Comissão para as Matérias Financeiras.

A organização é de António Barbedo de Magalhães, Professor Catedrático do DEMec, FEUP, e Rui Azevedo, Professor Auxiliar Convidado do DEC, FEUP e conta com o apoio das Direcções do DEMec e da FEUP.

Notas importantes:

1.- Todos ao alunos da disciplina de IPFDP (1º ano de Engª Mecânica) e de Seminários, do 5º ano do MIEM estão automaticamente inscritos e só precisam de participar e assinar a folha de presenças. Terão os materiais digitais da conferência disponíveis nas suas páginas das disciplinas. Aconselha-se a que cheguem ao anfiteatro B002 às 18h00.

2.- Todos os restantes interessados, quer sejam estudantes ou docentes da FEUP ou não, deverão inscrever-se até 27 de Novembro preenchendo o Boletim de Inscrição digital acessível em http://webpages.fe.up.pt/lem/casimiro/registo.asp e deverão assinar a folha de presenças na Conferência. Essa inscrição é imprescindível para receber os materiais da conferência-debate.

Porto, 24 de Novembro de 2009

A. Barbedo de Magalhães

e

Rui Azevedo

 

 

Informação elaborada por A. Barbedo de Magalhães

em 23 de Outubro de 2015